sábado, 17 de fevereiro de 2007

APRISIONADA MULHER

"Para a minha eterna amada, Manuela:

Queria fazer do gorjeio do eterno passaredo, em canora colagem concertar amenas serenatas para, serenatando pelas noites adentro e madrugadas afora, levá-las como oferenda a você. Para você sentir-se ouvindo-me."

Leôncio, o apaixonado, rabiscou quaisquer palavras. Amassou a folha e partiu para a casa de sua amada, afim de libertá-la da prisão da casa dos seus pais:

- Venho, respeitosamente, pedir-vos a mão de Manuela!

4 comentários:

  1. sinto-me, ouvindo-te.


    Deliciosamente.

    Arranca-me de dentro de mim... (quase eu diria, não fosse você).

    Abraços, flores, estrelas!

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  2. Será que Manuela não sairá de uma prisão para a outra?

    Desculpe-me pelo meu senso trágico, Tamara, mas às vezes a prisão se mascara com as roupas da liberdade... Talvez a escolha do título já diga tudo. (rs) A mulher será sempre "aprisionada"... Será?

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  3. O meu senso também é trágico, Fanuel.

    Há muitas mulheres optando pelo casamento como meio de se libertar, mal sabendo que estão se aprisionando por livre escolha...

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  4. Oi Tamara.

    Tenho que confessar que ao ler o post não percebi este senso trágico. Acho que trago comigo, no meu inconsciente talvez, uma idéia bastante romantizada do casamento.

    Mas realmente, é possível que a pobre Manuela esteja apenas trocando suas velhas algemas por outras novas. Ou por asas que um dia irão se converter em algemas.

    Bjocas.

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