Ouço a respiração do mundo através da fresta da minha janela. O pulsar e o vibrar me põem para fora. Na sacada, minha pele é acariciada pelo ar. Abro os braços. Giro. Giro. Giro sem parar. Dou gargalhadas mudas de euforia. A madrugada permanece mansa. A cidade pausada. E toda gente adormecida. Toda gente adormecida nos sentidos dormentes. Apenas eu estou a contemplar o íntimo do convidativo mundo. O teu som me embala. Deixa-me extática. Abro o portão do mundo e corro por aí. O teu sopro brando se torna mais enérgico. Eu me torno mais veloz. Mais leve. Alongo os meus braços e delineo um largo sorriso. Porque voo. Voo centímetros acima do asfalto. Voo para o âmago do absoluto mundo.
Lindo demais!
ResponderExcluirParabéns!!!
Esse voo traz liberdade ao seu texto cheio de expressão... lindo!
ResponderExcluirBeijo grande, menina linda.
Rebeca
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