sábado, 3 de junho de 2006

Por detrás deste rosto deformado há ainda um olho que consegue ver.
Por detrás desta mão deformada há ainda outros dedos que conseguem escrever.

Minha imaginação e minha alma continuam intocáveis e inatingíveis. Espero em BREVE melhorar. Só preciso agora trocar um leito de internação por uma cama do meu lar, doce lar...

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Inteligência quadrada.
Ignorância transparente.


Quadrada inteligência.
Transparente ignorância.

Inteligência transparente.
Ignorância quadrada.

Transparente inteligência.
Quadrada ignorância.

Ignorante
inteligência.


Inteligente
ignorância.

Inteligência
quadrada
quadrada
quadrada.


Ignorância
transparente
transparente
transparente.

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Olhos gulosos querendo QUERER me despir.
Olhos penetrantes querendo QUERER me despir.
Olhos famintos querendo QUERER me despir.

Tão distante daqui, tão longe de tudo, em algum apartamento, em algum quarto desse apartamento, há uma mulher sentada num puf afogueado fumando seu cigarrinho, religiosamente.

quarta-feira, 10 de maio de 2006




Eu traduzo o mundo em palavras soltas, atropeladas, que escapam de minha cabeça.

domingo, 30 de abril de 2006

A roupa fala. Diz o que estamos sentindo.

Os olhos falam. Entregam tudo.

Tampouco, basta olhar-me, a roupa, para que obtenha a resposta de como me sinto hoje.

- Por esta razão há tantas pessoas analisando umas às outras.

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Enxaquecosamente, eu


.A noite cai morta
.Uma luz alucinante cai implacável como um castigo
.Aos poucos a escuridão a estrangula

.Ouve-se minha latejante inquietação
.É o meu caos que vem chegando
.É a dor que grita o seu eterno insulto

.Durmo na podridão de minha mente e no nojo do meu corpo
.Estou onde se vive sem memória alguma
...Sobra desse peso morto gritos roucos e seus abismos

sábado, 22 de abril de 2006

Aos seis anos de idade, ela escreveu uma estória conhecida por poucos:


XAPEIZIHO VEMEHLO

É rau mavei
mãmãetava fazedo boliho
Xapeiziho Vemehlo
vala leva e ceboliho
para võvõzinha e ceboliho
Pelitrada fora e vobe soziha
para leva boliho para vovozinha
Xapeiziho Vemehlo
Xapeiziho Vemehlo
Aode voceta toa tra da
ãrvore masi e so a fadamarinha
pasa pelitrada foreta


P.S.: Eu gostaria de compartilhar a letra, a maneira que escrevi. Mas, no momento, não disponho de scaner. Quem sabe, um dia...

terça-feira, 18 de abril de 2006

sábado, 8 de abril de 2006

Quando ouvia a buzina do vendedor de algodão doce ela disparava a correr e pedia para a mãe para comprar um.

Então, aqui, reúno minhas frases. Àquelas que ninguém da família esquece. Há sempre alguém comentando sobre a Tamara quando era "pequena"...

"Aqui ó, tio, eu tenho força no canudo" - mostrando meu braço magrinho.

"Foi o tio Preto, foi - chorando.
Eu não - meu tio encrencado -, foi a formiga.
Não foi a fudiga, não. Foi o tio Preto."

"Ô, mãe, vem vê a fudiguinha, vem" - apontando para a formiguinha.

"Mãe, não babunça o meu cabelo" - enquanto ela tentava desembaraçar meus cachos.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Eu vôo



Eu vôo no impulso rápido de correr. Sem asas, sem maquinaria, sem invenções, sem pílulas nem drogas. Vôo com o meu próprio corpo, mesmo que eu alça vôo a alguns centímetros do asfalto, mas eu vôo.