Noites ensolaradas.
Dias de dois sóis.
Chuvas ensolaradas.
Estrelas de arco-íris.
domingo, 13 de abril de 2008
sábado, 12 de abril de 2008
Noite solta
As minhas emoções fluem.
Eu dou a volta pela vida.
Liberto minha mente e o prazer vem suavemente.
De repente, dou-me conta que estou a ouvir Erykah Badu (soul).
Eu dou a volta pela vida.
Liberto minha mente e o prazer vem suavemente.
De repente, dou-me conta que estou a ouvir Erykah Badu (soul).
domingo, 6 de abril de 2008
Tentativas
(para Nine)
Sem pedir licença...
... interiorizei-me na sua mente.
... agarrei com força o vazio doloroso que invadiu o seu peito.
... matizei a sua metade preto e branco.
... diminui a intensidade do nó da sua garganta.
... reavivei suas boas lembranças.
... abracei o seu coração, expulsando o tormento que nele habitava...
AMIGA, transcendemos.
Sem pedir licença...
... interiorizei-me na sua mente.
... agarrei com força o vazio doloroso que invadiu o seu peito.
... matizei a sua metade preto e branco.
... diminui a intensidade do nó da sua garganta.
... reavivei suas boas lembranças.
... abracei o seu coração, expulsando o tormento que nele habitava...
AMIGA, transcendemos.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Encontros e desencontros
.
Na tumultuada Marechal, uma senhora de cabelos grisalhos pousa a mão suavemente em meu ombro direito. Viro-me para trás e sorrio.
Ela tocou-me novamente e apontou o dedo em direção ao meu coração* dizendo:
- Essa marca desaparecerá a medida que sorrir. Os seus amigos admiram o seu sorriso, mas desconhecem o motivo.
Ela virou-se, olhou para trás e sorriu.
Eu fiquei imóvel, senti toda a dimensão do vasto ambiente que me encontrava, até que despertei com um esbarrão.
.
.
Já era tarde, quando conversava com um amigo que disparou:
- Você precisa ser misteriosa. Isso a tornaria mais atraente.
Eu permiti que ele dissertasse sobre o seu ponto de vista, que durou a viagem, de ônibus, de 16 quilômetros. Talvez, porque me perdi em pensamentos:
- De um lado, uma pessoa inventivamente misteriosa e, do outro lado, uma pessoa criando teorias sobre a outra. Cada uma vivendo realidades e também mistérios diferentes, distanciando-se cada vez mais.
Eu opto por ser transparente e não atrair realidades desvirtuadas.
.
*não se limite em acreditar que assuntos do coração só se referem a paixões e amores.
Na tumultuada Marechal, uma senhora de cabelos grisalhos pousa a mão suavemente em meu ombro direito. Viro-me para trás e sorrio.
Ela tocou-me novamente e apontou o dedo em direção ao meu coração* dizendo:
- Essa marca desaparecerá a medida que sorrir. Os seus amigos admiram o seu sorriso, mas desconhecem o motivo.
Ela virou-se, olhou para trás e sorriu.
Eu fiquei imóvel, senti toda a dimensão do vasto ambiente que me encontrava, até que despertei com um esbarrão.
.
.
Já era tarde, quando conversava com um amigo que disparou:
- Você precisa ser misteriosa. Isso a tornaria mais atraente.
Eu permiti que ele dissertasse sobre o seu ponto de vista, que durou a viagem, de ônibus, de 16 quilômetros. Talvez, porque me perdi em pensamentos:
- De um lado, uma pessoa inventivamente misteriosa e, do outro lado, uma pessoa criando teorias sobre a outra. Cada uma vivendo realidades e também mistérios diferentes, distanciando-se cada vez mais.
Eu opto por ser transparente e não atrair realidades desvirtuadas.
.
*não se limite em acreditar que assuntos do coração só se referem a paixões e amores.
domingo, 30 de março de 2008
Sou
Aquela que foge para as maravilhas do país equidistante, chamado Tamara.
Aquela que precisa da quietude das delícias, seletivamente, alheias.
Aquela que precisa da quietude das delícias, seletivamente, alheias.
Quarta-feira,
ganhei um caqui de presente.
Sensacional
a beleza dos atos singelos!
domingo, 23 de março de 2008
O meu olhar
Enquanto criançava pelo mundo via os redemoinhos do ar.
Sentia demasiada vontade de atravessá-los só para vivenciar o outro universo que emergia frente a mim.
Hoje, os redomoinhos estão tão alcançáveis, quanto inalcançáveis.
Sentia demasiada vontade de atravessá-los só para vivenciar o outro universo que emergia frente a mim.
Hoje, os redomoinhos estão tão alcançáveis, quanto inalcançáveis.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Santa sexta
A casa cheira a peixe.
O bairro cheira a peixe.
A cidade cheira a peixe.
Embora, apenas o mar deveria.
O bairro cheira a peixe.
A cidade cheira a peixe.
Embora, apenas o mar deveria.
Eu ainda insisto:
toda sexta-feira é santa.
domingo, 16 de março de 2008
Observando e sendo observada
Mechas louras,
calça cigarrete,
requebrando numa sandália rosa,
sento-me
- no banco -
com a coluna completamente ereta
e cruzo as pernas.
Uma mulher,
ao observar toda a cena,
corrigiu a postura
e do meu rosto
pintou
um sutil sorriso.
calça cigarrete,
requebrando numa sandália rosa,
sento-me
- no banco -
com a coluna completamente ereta
e cruzo as pernas.
Uma mulher,
ao observar toda a cena,
corrigiu a postura
e do meu rosto
pintou
um sutil sorriso.
O dia-a-dia
conta-nos histórias.
domingo, 9 de março de 2008
O mar e a noite imensos
Falando de si própria
Sentindo mundo físico
Drama poético
Beleza secreta
Vibrar em uníssono
História íntima
de Sophia Andresen
"Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Penetrado por mim como num beijo.
Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens."
Falando de si própria
Sentindo mundo físico
Drama poético
Beleza secreta
Vibrar em uníssono
História íntima
de Sophia Andresen
"Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Penetrado por mim como num beijo.
Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens."
Meu presente que leio:
ANTOLOGIA - MAR
sábado, 8 de março de 2008
Pulsação Vital
É como se sentisse todo o serpentear do cair da folha. Mas isso é pouco, muito pouco.
É como se o mundo dependesse de mim para continuar respirando – e o recorto, a cada momento, com meus olhos e descubro paisagens lindas. Mas também é pouco, pouquíssimo.
É realmente não imaginar as posições dos pés para o próximo passo. E TUDO isso não fazer o menor sentido de ser explicado, mas SER sentido.
É como se o mundo dependesse de mim para continuar respirando – e o recorto, a cada momento, com meus olhos e descubro paisagens lindas. Mas também é pouco, pouquíssimo.
É realmente não imaginar as posições dos pés para o próximo passo. E TUDO isso não fazer o menor sentido de ser explicado, mas SER sentido.
Assinar:
Postagens (Atom)