"Aqueles que se permitem transgressões da alma com certeza são vistos e recebidos pelos outros como estrangeiros. Os que mudam de emprego radicalmente, os que refazem relações amorosas, os que abandonam vícios, os que perdem medos, os que se libertam e os que rompem experimentam a solidão que só pode ser quebrada por outro que conheça essas experiências. A natureza da experiência pode ser totalmente distinta, mas eles se tornarão parceiros enquanto 'forasteiros'."
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
A alma imoral
Já fazia muito tempo não encontrava um escritor capaz de tocar a minha alma. Ele, Nilton Bonder, diz: "Quando nos identificamos com alguém e podemos aceitar sua forma de ser, significa que encontramos em nós mesmos elementos semelhantes ao outro. Identificamo-nos com os outros quando entendemos existir em nós as mesmas limitações, angústias e ansiedades que experimentam. Por esta razão, para que este mundo seja mais tolerante é fundamental que as pessoas se conheçam mais".
O monólogo de Clarice Niskier em A Alma Imoral, adaptação do livro de mesmo nome de Nilton Bonder, lançou-me para fora da janela. Clarice repartiu, sim, com a plateia o que de melhor possui e por isso saímos tão enriquecidos desta inesquecível ceia. O prazer que senti na noite passada ainda está latejante dentro de mim.
O que significa corpo? E alma? O que diferencia os dois?
A alma nos é apresentada como imoral e o corpo como moral.
A alma rompe, transgride e modifica antigos pilares já tidos como firmados e seguros.
A alma desobedece e passa a respeitar e ao obedecer passa a desobedecer.
Nem sempre o correto da tradição é o bom do momento. A maior traição que o homem pode cometer é contra si próprio, pois o homem será sempre um traidor, não importando o que faça... a escolha que fizer será sempre uma traição pois o homem que se mantém acomodado é um traidor, o homem que não rompe com o certo do passado em troca do bom do presente é um traidor e o homem que rompe com tudo, também, será um traidor. Assim sendo, o grande pulo é fazer o achar melhor para si próprio.
Utilizando parábolas exemplificáveis descobrimos que nem sempre o certo é o bom e sim, o errado é que será bom.
Na busca incansável pelo encontro da verdade, o homem descobre que a sua verdadeira alma é imoral. A mulher é transgessora por natureza e o homem é o corrompido.
O monólogo de Clarice Niskier em A Alma Imoral, adaptação do livro de mesmo nome de Nilton Bonder, lançou-me para fora da janela. Clarice repartiu, sim, com a plateia o que de melhor possui e por isso saímos tão enriquecidos desta inesquecível ceia. O prazer que senti na noite passada ainda está latejante dentro de mim.
O que significa corpo? E alma? O que diferencia os dois?
A alma nos é apresentada como imoral e o corpo como moral.
A alma rompe, transgride e modifica antigos pilares já tidos como firmados e seguros.
A alma desobedece e passa a respeitar e ao obedecer passa a desobedecer.
Nem sempre o correto da tradição é o bom do momento. A maior traição que o homem pode cometer é contra si próprio, pois o homem será sempre um traidor, não importando o que faça... a escolha que fizer será sempre uma traição pois o homem que se mantém acomodado é um traidor, o homem que não rompe com o certo do passado em troca do bom do presente é um traidor e o homem que rompe com tudo, também, será um traidor. Assim sendo, o grande pulo é fazer o achar melhor para si próprio.
Utilizando parábolas exemplificáveis descobrimos que nem sempre o certo é o bom e sim, o errado é que será bom.
Na busca incansável pelo encontro da verdade, o homem descobre que a sua verdadeira alma é imoral. A mulher é transgessora por natureza e o homem é o corrompido.
É pela transgressão que o homem se faz conhecedor e desbravador da essência da natureza humana.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Como ímãs
Eu gosto tanto dessa força influente com poder de encanto. Que corre fácil e abundante. E age em nossos corpos eletrizados.
KATANGA, KIVU DO NORTE...
... outras partes do RDC.
Tecidos encardidos. Força imposta. Mulheres estupradas. Terra, poeira. Malária, coqueluche. Homens pendurados como carnes num açougue. Sangue derramado e infectado pelo vírus da AIDS. Crianças com pólio. Violência negra contra negros. Caminhonetes. Fugas. Brutalidade. Bandanas sujas e armas quentes. Ausência do Espírito Santo. Moscas. Explosões. Febre. Choro de bebê. Mãos atadas em pele viva. Soldados congoleses. Tendas e pouca amoxicilina. Fumaça. Terror. Desespero. Medo. Gritos. Cheiro de morte. Desesperança. Ódio. Fogo. Vingança e falta de petróleo. Impunidade. Ataques Mai mai. Paz declarada? Sarampo. Casas saqueadas. Desnutrição. Pavor. Raiva. Catástrofe humanitária. Serrote. Ferida aberta. Esparadrapo. Ratos. Lamparinas. Democracia? Fraqueza. Lágrima. Impiedade.
Tecidos encardidos. Força imposta. Mulheres estupradas. Terra, poeira. Malária, coqueluche. Homens pendurados como carnes num açougue. Sangue derramado e infectado pelo vírus da AIDS. Crianças com pólio. Violência negra contra negros. Caminhonetes. Fugas. Brutalidade. Bandanas sujas e armas quentes. Ausência do Espírito Santo. Moscas. Explosões. Febre. Choro de bebê. Mãos atadas em pele viva. Soldados congoleses. Tendas e pouca amoxicilina. Fumaça. Terror. Desespero. Medo. Gritos. Cheiro de morte. Desesperança. Ódio. Fogo. Vingança e falta de petróleo. Impunidade. Ataques Mai mai. Paz declarada? Sarampo. Casas saqueadas. Desnutrição. Pavor. Raiva. Catástrofe humanitária. Serrote. Ferida aberta. Esparadrapo. Ratos. Lamparinas. Democracia? Fraqueza. Lágrima. Impiedade.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Isso, sim, é selvageria
Olho as árvores da cidade e sinto saudade de um tempo longínquo que não vivi, nem mesmo muitos de meus ascendentes. Os perfumes intensos, as cores e texturas trazem à tona que alguém, no passado, tirou o meu direito de usufruir a natureza, assim como nós faremos com os nossos descendentes.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Felicidade
A melhor, e mais engraçada, canção sobre felicidade que eu conheci (via tumblr):
Felicidade
Composição: Luiz Tatit
Não sei porque eu tô tão feliz
Não há motivo algum pra ter tanta felicidade
Não sei o que que foi que eu fiz
Se eu fui perdendo o senso de realidade
Um sentimento indefinido
Foi me tomando ao cair da tarde
Infelizmente era felicidade
Claro que é muito gostoso
Claro que eu não acredito
Felicidade assim sem mais nem menos é muito esquisito
Não sei porque eu tô tão feliz
Preciso refletir um pouco e sair do barato
Não posso continuar assim feliz
Como se fosse um sentimento inato
Sem ter o menor motivo
Sem uma razão de fato
Ser feliz assim é meio chato
E as coisas nem vão muito bem
Perdi o dinheiro que eu tinha guardado
E pra completar depois disso
Eu fui despedido e estou desempregado
Amor que sempre foi meu forte
Não tenho tido muita sorte
Estou sozinho, sem saída, sem dinheiro e sem comida
E feliz da vida!!!
Não sei porque eu tô tão feliz
Vai ver que é pra esconder no fundo uma infelicidade
Pensei que fosse por aí, fiz todas terapias que tem na cidade
A conclusão veio depressa e sem nenhuma novidade
O meu problema era felicidade
Não fiquei desesperado, não, fui até bem razoável
Felicidade quando é no começo ainda é controlável
Não sei o que foi que eu fiz
Pra merecer estar radiante de felicidade
Mais fácil ver o que não fiz
Fiz muito pouca aqui pra minha idade
Não me dediquei a nada
Tudo eu fiz pela metade, porque então tanta felicidade
E dizem que eu só penso em mim, que sou muito centrado
Que eu sou egoísta
Tem gente que põe meus defeitos em ordem alfabética
E faz uma lista
Por isso não se justifica tanto privilégio de felicidade
Independente dos deslizes dentre todos os felizes
Sou o mais feliz
Não sei porque eu tô tão feliz
E já nem sei se é necessário ter um bom motivo
A busca de uma razão me deu dor de cabeça, acabou comigo
Enfim, eu já tentei de tudo, enfim eu quis ser conseqüente
Mas desisti, vou ser feliz pra sempre
Peço a todos com licença, vamos liberar o pedaço
Felicidade assim desse tamanho
Só com muito espaço!
Felicidade
Composição: Luiz Tatit
Não sei porque eu tô tão feliz
Não há motivo algum pra ter tanta felicidade
Não sei o que que foi que eu fiz
Se eu fui perdendo o senso de realidade
Um sentimento indefinido
Foi me tomando ao cair da tarde
Infelizmente era felicidade
Claro que é muito gostoso
Claro que eu não acredito
Felicidade assim sem mais nem menos é muito esquisito
Não sei porque eu tô tão feliz
Preciso refletir um pouco e sair do barato
Não posso continuar assim feliz
Como se fosse um sentimento inato
Sem ter o menor motivo
Sem uma razão de fato
Ser feliz assim é meio chato
E as coisas nem vão muito bem
Perdi o dinheiro que eu tinha guardado
E pra completar depois disso
Eu fui despedido e estou desempregado
Amor que sempre foi meu forte
Não tenho tido muita sorte
Estou sozinho, sem saída, sem dinheiro e sem comida
E feliz da vida!!!
Não sei porque eu tô tão feliz
Vai ver que é pra esconder no fundo uma infelicidade
Pensei que fosse por aí, fiz todas terapias que tem na cidade
A conclusão veio depressa e sem nenhuma novidade
O meu problema era felicidade
Não fiquei desesperado, não, fui até bem razoável
Felicidade quando é no começo ainda é controlável
Não sei o que foi que eu fiz
Pra merecer estar radiante de felicidade
Mais fácil ver o que não fiz
Fiz muito pouca aqui pra minha idade
Não me dediquei a nada
Tudo eu fiz pela metade, porque então tanta felicidade
E dizem que eu só penso em mim, que sou muito centrado
Que eu sou egoísta
Tem gente que põe meus defeitos em ordem alfabética
E faz uma lista
Por isso não se justifica tanto privilégio de felicidade
Independente dos deslizes dentre todos os felizes
Sou o mais feliz
Não sei porque eu tô tão feliz
E já nem sei se é necessário ter um bom motivo
A busca de uma razão me deu dor de cabeça, acabou comigo
Enfim, eu já tentei de tudo, enfim eu quis ser conseqüente
Mas desisti, vou ser feliz pra sempre
Peço a todos com licença, vamos liberar o pedaço
Felicidade assim desse tamanho
Só com muito espaço!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Uma gota pode ser só uma gota.
Ou uma porção de líquido.
Ou o cair apresentado na forma de uma pera.
Ou o cair apresentado na forma de uma pera.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Mensagem taoísta
Quanto mais te mostras superior, inteligente e prepotente, mais te tornas prisioneiro de tua própria imagem e vives em um mundo de tensão e ilusões.
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