segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pílula do dia

Bateu uma vontade de explicar o inexplicável. Aquela sensação gostosa de satisfação, de dever cumprido, de lição assimilada. De saber sem saber. De sentir sem sentir. De intuir...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Levemente irritada

Lidar com pessoas melindradas, todos os dias, é dificílimo. Suga por demais a minha energia e em vez de ficar murcha, gero uma força incrivelmente destruidora só para criar tudo nova(mente) mais belo, colorido e superior.

As pessoas deste feitio se chocam facilmente. Tudo é uma agressão aos seus princípios antes mesmo de iniciar uma discussão. Elas não conseguem conversar no sentido de resolver os problemas, e sim, assumem a atitude de não encarar os conflitos. Personificam os problemas e não os tratam como parte do processo de aprendizagem. Não solucionam conflitos e, pelo contrário, falam por trás das pessoas envolvidas, sem ao menos tentar resolver nada. Não tem iniciativa nenhuma para sentar e esclarecer os pontos obscuros e desatar os nós das dificuldades a fim de desenvolver a si mesmo e a equipe. São medíocres (no sentido, mediano, médio), já que não identificam as causas mais profundas dos retrabalhos, falhas. Valorizam o estar sempre ocupado resolvendo "pepinos". Não incentivam a criatividade e o senso de julgamento. Não são maduras para entender problemas e diversidades como possibilidades de aprendizado. Qualquer crítica entendem como ofensa pessoal. Não entendem que pode haver falha de gerenciamento ou definição de tarefa, mas como julgamento sobre a competência de alguém.

Vamos lá, destruir tudo e criar outra vez...!



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Percepções do dia-a-dia

Resposta a um comercial do McDonald's:
— O óbvio deixou de ser interessante há muito tempo.


Descoberta assustadora:
— As grandes empresas são feitas de pessoas pequenas.



domingo, 20 de janeiro de 2013

Quando ouvir é sentir


Expirava a música enquanto envolvia-me com sua guitarra vermelho-cereja. Inspirada bailei acompanhando os suaves toques de suas mãos no piano. Excitava-me a sombra voluptuosa dos seus braços empolgados que vibravam os pratos da bateria. Então, sorri daquela maneira que lhe encanta.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Quantas vezes?


Quantas vezes você teve a sorte do amor se debruçar sobre as janelas de sua alma?

Quantas vezes doou um amor tão sutil que parecia invisível?

Quantas vezes se desgarrou de traumas, egoísmos e orgulhos pelo entusiasmo de viver algo novo?

Quantas vezes foi tão paciente, quanto solitário ao amar?

Quantas vezes quis ser eterno presente, em vez de eterna novidade?

Quantas vezes se viu despido de cobranças e expectativas com relação ao outro?

Quantas vezes permitiu ao outro mostrar o que lhe é mais caro: seu modo de ser confortável na própria pele?

Quantas vezes respirou macio ao lado de alguém?

Quantas vezes ouviu o silêncio do outro lhe contar verdades tão lindas?

Quantas vezes fez amor com a simples intenção de contemplar a beleza se manifestar em gozosas delícias?

Quantas vezes se entregou, aceitou, confiou e agradeceu amar só por amar?

Quantas vezes você foi o amor a se debruçar sobre as janelas de outra alma?


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Corpo sussurrante


Toca minha pele a silente noite fria. Penduro meus ossos como quem se prepara para amanhecer. Lá do alto da figueira, um esqueleto reluz ao tempo do vento. Vibro ao chamado da terra molhada. Rodopio desabandonadamente sob o cenário dos astros. Levanto folhas, sementes, flores e frutos. E no ar... um perfume primaveril se move cadenciado, mudo e suspenso. Risos ecoam à chegada de gotas serenadas de luar. É bailado de luzes! A decorar-me um pouco mais de alma.


domingo, 26 de agosto de 2012

Amanhecendo em mim


Dedos de ternura em pele de querer. A deslizar delicadezas em meu corpo. Beijos doces. Entrelaço de mãos ávidas. Sussurros segredando deleite amoroso. A amanhecer em mim seu mais adorável Bom dia!.








(...)
Quando duas pessoas fazem amor
Não estão apenas fazendo amor
Estão dando corda ao relógio do mundo.
Mario Quintano

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Quando o simples é simples demais que parece tolo


Permita-me sugerir uma música: Somewhere Over The Rainbow, interpretada por Israel Kamakawiwo'ole. Ouça-a, se possível, usando um fone de ouvido. Ajuste o volume zelando pelo conforto. Então, aos primeiros toques, inspire b-e-m l-e-n-t-a-m-e-n-t-e. Dispa-se de qualquer idioma. Fique apenas com a linguagem universal, que eu e você sabemos existe. Observe um arrepio sutil bailar na sua pele, acompanhando o balanço do primeiro sussurrar. Seus olhos se fecham docemente e a música desenha um bonito sorriso em seus lábios. E você mergulha na melodia melodiosa dos sons. Dando licença à emoção. Abrindo alas ao coração manifestar o que há de mais terno no seu íntimo ser. Sinta o prazer que sua companhia lhe traz. E no último expirar da canção, tudo estará pleno e sereno. Vamos lá, aperte o play. Viva a arte de fazer o mais simples.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Paragens do universo


No cobertor das nebulosas espirais. Ínfima luz emerge no vasto útero cósmico. Num gesto va-ga-ro-so, múltiplas estrelas bordam o tecido vivo da existência. Pulsam vitalidade. Cantam e brilham harmonias invisíveis. Embalam-nos com sua canção estelar. Afagam secretamente os ouvidos mais atentos. E em sintonia, jorramos amor de nossos corações como forma de gratidão.













Imagem Michael Sidonio