Madrugada forte. De sons tamanhos. Rodopiando à luz dos olhos. Numa conversa a sós. Consigo mesma. Ouvindo o invisível. Roçar sua pele. Tocar suas cores. Descortinando as maravilhas da própria beleza. Numa transparência nua e crua. Bordada dos sentimentos mais raros. E incrivelmente distante da margem de si.
Quando me olha. Fundo. Mimando meu rosto com mãos de ternura. Sinto a força do respeito que me devota. E perco o fôlego com o amor que anunciam seus lábios.