sábado, 19 de janeiro de 2013

Quantas vezes?


Quantas vezes você teve a sorte do amor se debruçar sobre as janelas de sua alma?

Quantas vezes doou um amor tão sutil que parecia invisível?

Quantas vezes se desgarrou de traumas, egoísmos e orgulhos pelo entusiasmo de viver algo novo?

Quantas vezes foi tão paciente, quanto solitário ao amar?

Quantas vezes quis ser eterno presente, em vez de eterna novidade?

Quantas vezes se viu despido de cobranças e expectativas com relação ao outro?

Quantas vezes permitiu ao outro mostrar o que lhe é mais caro: seu modo de ser confortável na própria pele?

Quantas vezes respirou macio ao lado de alguém?

Quantas vezes ouviu o silêncio do outro lhe contar verdades tão lindas?

Quantas vezes fez amor com a simples intenção de contemplar a beleza se manifestar em gozosas delícias?

Quantas vezes se entregou, aceitou, confiou e agradeceu amar só por amar?

Quantas vezes você foi o amor a se debruçar sobre as janelas de outra alma?


4 comentários:

Adão Flehr disse...

Raríssimas vezes, minha cara. Mas a busca pelo que vc enumerou é a essência de viver.

Abraços

Angelo Augusto Paula disse...

Quantas vezes? É tão difícil amar atualmente. tanta coisa mudou. Só me lembra Legião Urbana: 'E hoje em dia, como é que se diz eu te amo?"
Abraços

Joyce Dias disse...

Quantas vezes?... talvez faça parte da minoria agraciada... como dizem alguns sertanejos...
" O que de um grande amor se espera
É que tenha fogo,
Que domine o pensamento
E traga sentido novo
Que tenha paixão, desejo,
Que tenha abraço e beijo
E seja a melhor sensação.
Que preenche a vida vazia,
Mande embora a agonia
E que traga paz pro coração.."
...Bom... cabendo nestas características... as janelas da minha alma está bem ocupada!
Beijos tamarescos querida!

pinguin disse...

Foi tanto amor, tão sutil, tão inesperado e simplesmente sentido sem nenhuma intenção de ser cobrado, que muitas vezes eu nem nunca percebi essa troca sendo assim impossível manter a conta.