sexta-feira, 10 de março de 2006

Foi numa tarde de março. Havia sol exuberante. Precisamente no dia 07 (sete). Descobri que tenho uma doença de crescimento desordenado: o tal câncer maligno. A estatística mostra que é muito comum entre homens e mulheres: "O câncer do amor é a nova epidemia, popularmente conhecido por CIÚME". Ainda há a alerta de que a pessoa que sofre deste "mal" está sempre à procura de confirmações para suas suspeitas. Isso é verdade! Nem era preciso dizer. Certa vez, eu marquei o pênis do meu marido, assinando-o no início do dia com uma caneta e chequei a marca desse sinal no final do dia. Sempre realizei visitas ou telefonemas de surpresa para confirmar o lugar onde ele estava. Ah! Sem contar que não deixava a empregada mexer nas roupas dele. Examinava tudo, bolsos, carteira, recibos etc.

Nas últimas linhas do exame, o diagnóstico final: a doença é clara, tem correlação entre auto-estima rebaixada, conseqüentemente a sensação de insegurança e, finalmente, o ciúme. Não tinha jeito, não havia dúvida nem erro, eu estava mesmo doente. Em seguida, chega por fax a receita para o tratamento:
  • Confiarnolol - 1 ½ cápsula de 2 em 2 horas;
  • Medir e controlar sua (s) emoção (ões) diariamente.
  • ...

Imediatamente, amassei e joguei o papel fora, vi que o tratamento me custaria muito caro.

4 comentários:

reflexoes depois disse...

puxa.. tem sempre um preço a pagar! Beijos

dontanalise disse...

ta demais..essa ideia d marcar o...homem, ta ate me dando ideias novas!..ahahahahahah*beiju

Blogue da Magui disse...

Cruz credo! Os dois doentes. Eu nem voltava pra casa se tivesse uma mulher assim. Ou internava com camisa de forca.
http://somagui.blogspot.com

Adão Flehr disse...

Esta é a verdadeira pandemia. O vírus do ciúme. Belo texto, instigante, como de hábito.

abraços,
Adão