quarta-feira, 12 de julho de 2006

O inferno urbano


Bombardearam um ônibus que estava estacionado no ponto final. O ponto final fica numa rua atrás da minha residência. O tanque de combustível explodiu. Fogo e combustível se alastraram. Neste momento, a polícia ordenou que os responsáveis retirassem seus carros da proximidade e gritavam para os curiosos evacuarem a área. E minha mãe, num ponto um pouco mais distante, me ligando de um telefone público {porque esqueceu o celular em casa} para avisar do ocorrido e para orientar: "Tá, tranque tudo e não saia na rua".
Pois é, a guerra civil aconteceu na esquina dos olhos da minha mãe e de tantas outras pessoas. A realidade da tevê chegou em nossas casas. Agora, ela está ali, trêmula, pendurando as roupas no varal como deveria ser...

PA-RA-BÉNS, Cláudio Lembo! Você alimenta esta guerra e ainda "cria" {explicitamente!} a guerra partidária.

3 comentários:

Line disse...

Hey Tatá, acho que as vezes se eles fossem mais espertos, pelo menos poderiam explodir os lugares certos, com as pessoas certas nos locais. Ainda porque algumas pessoas têm que chorar de qualquer forma, não é? E eu não iria fazer parte das que choram, e sim das que vão embora....

Estive na pizzaria da Dani ontem... tadinha tá passando por mor barra....

Te adoro amiga querida.
Beijos.

carol disse...

Maravilhoso... adorei!!!
Virei te visitar sempre, a minha cidade tb sofreu ataques. Vc viu a entrevista do secretário da segurança? hihihihihi...mairor sem noção, além de falar igual qq mano por aí...
Obrigada e não pare de escrever, pois é um dom muito especial.
beijos miga

Adão Flehr disse...

Pense: quem chocou os ovos desta serpente???

Espero que estejas bem.

B-jos