sexta-feira, 4 de abril de 2008

Encontros e desencontros

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Na tumultuada Marechal, uma senhora de cabelos grisalhos pousa a mão suavemente em meu ombro direito. Viro-me para trás e sorrio.

Ela tocou-me novamente e apontou o dedo em direção ao meu coração* dizendo:

- Essa marca desaparecerá a medida que sorrir. Os seus amigos admiram o seu sorriso, mas desconhecem o motivo.

Ela virou-se, olhou para trás e sorriu.

Eu fiquei imóvel, senti toda a dimensão do vasto ambiente que me encontrava, até que despertei com um esbarrão.

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Já era tarde, quando conversava com um amigo que disparou:

- Você precisa ser misteriosa. Isso a tornaria mais atraente.

Eu permiti que ele dissertasse sobre o seu ponto de vista, que durou a viagem, de ônibus, de 16 quilômetros. Talvez, porque me perdi em pensamentos:

- De um lado, uma pessoa inventivamente misteriosa e, do outro lado, uma pessoa criando teorias sobre a outra. Cada uma vivendo realidades e também mistérios diferentes, distanciando-se cada vez mais.

Eu opto por ser transparente e não atrair realidades desvirtuadas.

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*não se limite em acreditar que assuntos do coração só se referem a paixões e amores.

2 comentários:

Cleber disse...

Fala sério, aí!
Você fala em sorrisos...
antes de vir visitar seu blog, deixei um scrap falando em gargalhadas! Esquisito, não?

Támara em sânscrito = água...
água transparente! Esquisito de novo, não? rs...

Janete Cardoso disse...

O mistério atrai, só até ser desvendado... vc é atraente pelo que é mesmo! As pessoas gostam de gente autêntica. Sentem-se mais seguras.
Beijos, queridona! :)