terça-feira, 13 de junho de 2006

Prolongamento do dia 12

Os primeiros vestígios da apaixonite aguda aportaram na estação passada, no meu coração. Só no sétimo dia do inverno que o fato se consumou:

Estávamos os cinco, rindo num bar. Eu o observava e sem conseguir disfarçar os meus olhos se perdiam facilmente nos dele. Eu bebia seus lábios no vinho. Eu fazia parte dele com o tato, num grande alegre gesto sóbrio e escondido. Até que a noite acabou repentina, foi acanhada para nós, com a maldita mensagem no celular que o fez partir para o compromisso. Mas seus olhos brilhavam com o desejo de ficar e me TER (nem que fosse para TER a minha companhia). Mesmo não querendo querer partir, ele partiu. Restou apenas os quatro, somente eu estava ali embriagada pela paixão. Levemente tonta pela surpresa, porque há muito ela esvaiu de mim...

Após esta noite, sete dias decorreram e as borboletas ainda voam no meu estômago. E tudo o que quero é queimar-me neste amor ardente. Bem, vou parar de escrever e aproveitar a madrugada de hoje.

2 comentários:

Adão Flehr disse...

A paixão é como um caminho a ser percorrido: onde, quando e como chegaremos não importa. Na verdade, o melhor está na caminhada... nas borboletas na barriga e nas crisálidas na ponta da língua...
===
Sete é um nr. cabalístico!

Beijos,

dontanalise disse...

" ela amava alguém que nao era dela.nem na posse nem no sentimento.perante isto, como querer ser dona de si mesma? a vida era só um desfilar de corpos; o seu era o dele; o dele era o único; os outros só serviam para atrapalhar. mas um dia rita se perdeu viajando num trem. Eram 5 da manhã e seu corpo não estava consigo. teve de ir achar o seu, m longe, lá de longe, onde o fogo arde."
beijo*