segunda-feira, 14 de agosto de 2006

A arte da suruba-lounge


Segue abaixo o texto de Xico Sá. Ele é autor de "Modos de Macho & Modinhas de Fêmea" e "Divina Comédia da Fama". Além de colunista do P I S T A.


Nada daquela ignorância dos anos 70. Nada de penetrar no ambiente e fazer um estrago, mesmo sem ser convidado. A suruba-lounge é coisa requintada, um luxo da era das pastilhas, da camisinha e do chill-out. A suruba-lounge não é um bacanal óbvio e programado. Não guarda também nenhuma semelhança com o enfado e o gozo também óbvio do swing "profissa" das casas do ramo.

No novo gênero, tudo começa com beijos e pegações na pista, fim de festa. Beijo a três, por exemplo, é um excelente começo. E não se tira a roupa abruptamente, como na suruba convencional. Chupa-se um peitinho aqui, uma gazela faz um dengo oral acolá. Beija-se uma moiçola enquanto a outra comete o esporte de Onan... Tudo muito relax, tudo muito natural... Essa é a práxis.

Vem cá, Xico, mas alguém pode chegar às vias de fato para valer? Sem a menor dúvida, ora ora. Não há proibições. O que não pode haver é obrigatoriedade chata. E se tiver a presença do cantor e compositor Junio Barreto, o João Gilberto da suruba-lounge, tudo fica ainda mais decente. O safo é uma espécie de diretor de arte do gênero. Testemunhei uma cena que cairia muito bem no cinema, tanto na perversão dos sentidos de um Polanski quando na doidera de um David Lynch: JB apagou todas as luzes da casa e enfeitou cada bucetinha com um canudinho fosforecente e colorido.

A gente avistava só as bucetinhas-vagalumes. Lindas, meu Deus. Depois sorvê-las, como quem chupa, devoto e faminto, uma manga no escuro.

3 comentários:

Adão Flehr disse...

Canudinho fosforecente...bucetinhas-vagalumes...
Sex-arte-exibicionismo-pegação rentes...
e o tesão habita incólume a mente...


b-jos

Tamara disse...

Sempre insPIRADÍSSIMO, Adão {rs}. Muito bom.

B-jos.

Adão Flehr disse...

Respondendo ao seu comment, de lá: Isto também passa. Acontece tbm comigo...e com todos, acredito. Aguardo as novidades e a "minha casa", lá não tem portas nem janelas, para você.

b
-
jos